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Sesau, Casa Civil e PGE e serão convocados para debatersituação de servidores, após pedido do SINDSAÚDE

Na pauta de discussão estão a regulamentação dos regimes de plantão, ponto eletrônico, auxílio-alimentação e assédio moral.
Atendendo a um pedido feito pela Direção do SINDSAÚDE, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Rondônia, através de sua presidente Cláudia de Jesus (PT), aprovou hoje, requerimento para convocar a Casa Civil do Governo de Rondônia, PGE, Sesau, RH/Hospital de Base e HR/Hospital Cosme e Damião para uma reunião de debate de pautas importantes dos trabalhadores da saúde estadual, no próximo dia 3 de outubro.
Na pauta de discussão estão a regulamentação dos regimes de plantão, ponto eletrônico, auxílioalimentação e assédio moral. “São temas importantes que se arrastam há quase dois anos sem solução, mesmo com encaminhamento oficial do pleito pelo sindicato. Alguns deles estão tendo impactos negativos sobre a categoria e que precisam de solução URGENTE”, disse a presidente do SINDSAÚDE, Célia Campos.

PONTO ELETRÔNICO


Segundo o SINDSAÚDE, o Sistema de controle de frequência é INCONSISTENTE. Isso porque o sistema usa a mesma metodologia das outras secretarias do CPA, que não cumprem plantões ou jornadas diferenciadas. Por não diferenciar horários, o sistema aplica faltas nos servidores, gerando desgastes pessoais e administrativos desnecessários com a chefia imediata (causando bloqueio salarial nos plantões extras).
“Ninguém faz plantão extra porque quer, e sim porque precisa. Ficar o servidor sem receber seus plantões extras por 90 dias é desumano”. A situação é pior com servidores que trabalham com material corrosivo, que acabam destruindo parcialmente suas digitais.
O Sindsaúde luta pela mudança no atual sistema de freqüência e que cada setor tenha seu IP cadastrado
em seu próprio setor. O SINDSAÚDE já oficiou a Sesau sobre o problema e cobra soluções para a questão
há pelo menos 5 meses. O Sindicato ressalta também que não é contra o ponto eletrônico, apenas
defende mudanças no atual sistema de coleta dos dados.

SINDSAÚDE QUER REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE PLANTÕES


O Sindsaúde luta pela REGULAMENTAÇÃO DO REGIME DE PLANTÕES. Anteriormente, havia um entendimento entre a Sesau, o Sindicato e a Casa Civil que seriam doze plantões ao mês para meses de 30 dias ou 13 plantões para servidores que trabalhassem desde o primeiro dia do mês. A Sesau ignorou o acordo realizado junto à Casa civil e todos são obrigados a cumprir os 13 plantões mensais. Muitos servidores estão pedindo demissão e abrindo mão do contrato com o Estado.

Sindsaúde quer paridade no Auxílio-Alimentação dos servidores.

Um dos pontos de pauta da reunião do dia 3 de outubro que também gera muita apreensão e expectativa dos servidores estaduais é o auxílio-Alimentação. O Sindsaúde quer paridade na concessão da gratificação em relação a outras secretarias que recebem acima de R$ 1,5 mil. A Saúde e a Educação hoje recebem os menores auxílios dentre os servidores da administração direta do Poder Executivo Estadual.

REAJUSTE

O servidor da saúde estadual ainda não recebeu sua reposição salarial, relativa às perdas inflacionárias de
2022, no valor de 5,78%. Em 2023, este índice é de 5%, mas até agora o servidor estadual não foi
contemplado com o reajuste.
O reajuste salarial anual é um direito de todo trabalhador, garantido pela CLT, que obriga empresas e
sindicatos profissionais a firmarem acordo em favor dos empregados, no que se refere ao aumento salarial
em função da inflação e outros fatores econômicos.
O Sindsaúde já encaminhou vários pedidos à Secretaria de Estado de Saúde para a implantação dos reajustes
e nunca teve uma resposta.

ASSÉDIO MORAL

Um problema que tem tirado o sono de muitos servidores é o assédio moral em ambiente de trabalho,
geralmente praticado por superiores e até comissionados que exercem cargos de confiança. O Sindsaúde
quer que a Sesau apure de maneira célere todas as denúncias que vêm sendo protocoladas pelo sindicato e pelos próprios servidores e punição exemplar contra os culpados. Vai pedir também que o Estado crie
mecanismos que coíbam essa prática criminosa no interior das repartições de saúde.

AGRADECIMENTOS

A Presidente Célia Campos e a Diretoria do Sindicato agradecem mais uma vez à Comissão de Saúde pela
sua intervenção em questões que são de grande interesse na vida cotidiana do servidor estadual da saúde.

“São servidores que arriscaram suas vidas na época da pandemia e que hoje pleiteiam apenas o que lhes é de direito. Sem o servidor, não há saúde, os hospitais param. Nossa importância precisa ser reconhecida”, finalizou a presidente Célia Campos.

Marcos Henrique Toia – Jornalista REG: MTB 733-RO e Fenaj 1079